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COMUNICADO DO ECAD SOBRE DECISÃO DO CADE PDF Print E-mail
Monday, 25 March 2013 20:00
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Comunicado_deciso_do_CADE_alterado

ARTIGO CARLOS LOPES – JORNAL HORA DO POVO

http://www.horadopovo.com.br/2013/03Mar/3136-22-03-2013/P4/pag4a.htm

Cade multa autores em R$ 38 mi em benefício do cartel da ABTA


Jornal Hora do Povo/SP
Sexta-feira, 22 de março de 2013

O Cade, que deveria zelar pela concorrência e restringir monopólios privados e cartéis, há muito tornou-se um valhacouto dos monopólios e cartéis - contra os trabalhadores, o povo e o Brasil

A tentativa do Cade (sigla de um órgão chamado, impropriamente, Conselho Administrativo de Defesa Econômica) de inviabilizar a arrecadação de direitos autorais pelos artistas brasileiros, condenando o Ecad - e as associações de profissionais que formam este escritório de cobrança desses direitos - por suposta "formação de cartel", é um escândalo despudorado, indecente e de uma corrupção tão evidente, que somente resta chamar a polícia para as devidas apurações. A decisão, inclusive, atropela circunstanciado parecer do procurador da República perante o Cade, Luiz Augusto Santos Lima, que opinou pelo arquivamento do processo administrativo.

O recurso contra os artistas ao Cade foi feito pela ABTA (Associação Brasileira de Televisão por Assinatura) - que não queria, e não quer, pagar direitos autorais aos músicos brasileiros. Esta ABTA é um cartel notório (e um cartel estrangeiro, apesar do nome), dos mais sabidos, reconhecidos, óbvios e desavergonhados entre os que operam no país.

Todo mundo sabe disso, até porque a ABTA é meramente a reunião da Telmex/AT&T (dona da NET e da Claro TV), Telefónica de España (dona da TVA e da TV Vivo) e da Sky, do sr. Murdoch, com a Motorola e meia dúzia de multinacionais "fabricantes de equipamentos voltados a TV por assinatura". O resto - que, aliás, é muito pouco - não tem a menor importância.

Essas aves de rapina, como é de seu feitio, não querem pagar o que devem aos artistas. Assim, entraram no Cade, contra o Ecad e as associações de artistas.

O que faz o Cade? Condena os artistas, seu escritório de arrecadação (Ecad) e suas associações, por... formação de cartel, simplesmente porque estavam cobrando, coletivamente, o que o cartel das Tvs por assinatura estava devendo - e multou as entidades de artistas em, ao todo, R$ 38,2 milhões.

Que entidades são essas? As mais representativas e algumas das mais históricas organizações dos músicos: a Associação de Músicos Arranjadores e Regentes (Amar); a União Brasileira de Compositores (UBC); a Sociedade Brasileira de Autores, Compositores e Escritores de Música (Sbacem); a Sociedade Brasileira de Administração e Proteção de Direitos Intelectuais (Socimpro); a Sociedade Independente de Compositores e Autores Musicais (Sicam); e a Associação Brasileira de Música e Artes (Abramus).

Nos EUA, os sindicatos de trabalhadores foram frequentemente condenados por "formação de cartel", devido a reivindicarem aumentos salariais. Segundo a sábia jurisprudência, somente sozinho um trabalhador podia pedir aumento ao patrão. Se o fizesse unindo-se aos colegas de trabalho (ou seja, através de um sindicato), aí era "formação de cartel".

O Cade faz a mesma coisa e com uma impunidade que clama aos céus - que o digam os taxistas de Brasília, cujo sindicato foi multado em 1998; ou os sindicatos de vigilantes do Rio Grande do Sul (2003); ou pequenas empresas, como as reunidas na Associação das Autoescolas de Campinas, que em 2008 foi multada por organizar uma tabela com os custos mínimos dos serviços...

Da mesma forma, o Cade condenou por "formação de cartel" a Associação Médica Brasileira (AMB), porque esta estabeleceu uma tabela de preços mínimos dos procedimentos profissionais, para impedir que o cartel dos convênios e planos de saúde escalpelasse os médicos brasileiros.

Em suma, para o Cade, os trabalhadores "formam cartel" quando resistem aos cartéis.

Mas, quando se trata de enfrentar verdadeiros cartéis ou monopólios, a conversa é outra: houve, nos últimos 17 anos, nada menos que 7.819 "fusões ou aquisições", que é dever do Cade analisar.

Entre elas: a da Brahma com a Antárctica; a do Itaú com o Unibanco; a aquisição da Cosan pela Shell; a da Vivo pela Telefónica; a venda, pela Ashmore Energy, da sua participação na Elektro para a Iberdrola; a fusão da Sadia com a Perdigão; a aquisição do Banco Real pelo Santander; a da Net pela Telmex/AT&T e da TVA pela Telefónica,ambas ilegais quando foram realizadas; e, claro, a da Kolynos do Brasil pela Colgate-Palmolive Company - o que fez esta última saltar de 27% para 79% de participação no mercado de dentifrícios.

Tudo isso foi aprovado pelo Cade, apesar da evidente monopolização do mercado - no máximo, houve medidas ridículas, como a substituição da marca Kolynos pela marca Sorriso, exatamente com a mesma embalagem e marketing de antes.

O Cade, que deveria zelar pela concorrência e restringir monopólios privados e cartéis, há muito tornou-se um valhacouto dos monopólios e cartéis - contra os trabalhadores, o povo e o Brasil.

É ridícula a argumentação de que os artistas, através de suas associações e do Ecad, não podem fixar preços para arrecadar seus direitos autorais - segundo um dos advogados do cartel das Tvs por assinatura "música não é tudo a mesma coisa" (como se eles quisessem pagar mais ao Chico Buarque do que ao Michel Teló - aliás, o risco aqui é acontecer o inverso).

Porém, sem fixar um preço único pelo conjunto dos direitos, para depois serem distribuídos de acordo com a frequência ou audiência da obra, como é possível cobrar? Como demonstrou o procurador Luiz Augusto Santos Lima, não existe outra forma dos direitos autorais serem cobrados coletivamente: "A opção associativa [para cobrar os direitos autorais] foi unificar em um repertório compartilhado todas as obras e direitos registrados, conferindo aos usuários uma licença única para a disponibilidade de sua execução de forma a se garantir a arrecadação e distribuição pelo ECAD. A fixação de preço uniforme em conjunto pelas associações é uma consequência imperiosa para a viabilidade do repertório compartilhado e sua licença única, bem como para a viabilidade da função legal do ECAD".

É óbvio que, se não for assim, cada artista teria que negociar sozinho, individualmente, com as Tvs por assinatura, e com os demais monopólios do cartel dos meios de comunicação, o pagamento dos seus direitos autorais - imagine o leitor com que resultado.

A propósito, segundo a própria ABTA, o faturamento da TV por assinatura em 2012 foi R$ 17,4 bilhões, um aumento de 19,17% em relação a 2011, superando, pela primeira vez, o faturamento da TV aberta (R$ 14,1 bilhões). O Ecad está cobrando 2,55% do faturamento como direitos autorais dos músicos - compositores, arranjadores, intérpretes -, a mesma percentagem que é cobrada na TV aberta.

Mas, o Cade pretende estabelecer "proibição de se discutir preços em assembleia geral". Essa é uma proibição manifestamente ilegal diante da Lei de Direitos Autorais (LDA), e, mais ainda, diante da Constituição, porque equivale a proibir os trabalhadores de discutirem em assembleia as suas reivindicações salariais. Evidentemente, os artistas têm que ser pagos por seu trabalho. Porque não podem discutir coletivamente o preço daquilo que produzem? Aqui, não estamos mais à beira do fascismo - a fronteira já foi ultrapassada.

O Cade também não tem autoridade para determinar que "no prazo de seis meses deve ser reformulado o sistema de gestão coletiva dos direitos autorais" - essa é uma questão que diz respeito ao Legislativo, isto é, uma questão política e jurídica, o que está completamente fora da órbita do Cade, um órgão meramente administrativo.

Quanto à história de que o Ecad tem "monopólio" da arrecadação, trata-se de puro cinismo diante da exploração de três ou quatro monopólios da TV paga (a Vivendi, dona da GVT, não é associada à ABTA). Propomos que o Cade condene a Receita Federal por monopólio na arrecadação dos impostos.

Imagine o leitor a existência de dois, três, seis ou cinquenta escritórios arrecadadores. Que beleza, para esses caloteiros monopolistas, discutirem eternamente no Cade ou na Justiça se devem pagar os direitos autorais a tal ou qual escritório - ou até fundarem alguns escritórios, para que os artistas só recebam o que eles querem, através do escritório deles...

CARLOS LOPES

 
ECAD obtém certificação do IBOPE para critérios de amostragem de músicas nas rádios brasileiras PDF Print E-mail
Monday, 28 January 2013 14:37
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                                                                                                           ecad_120_50

Empresa avaliou os processos de amostragem do Ecad para os pagamentos das músicas executadas nas rádios adimplentes de todo Brasil

O ECAD - Escritório Central de Arrecadação e Distribuição, entidade que arrecada e distribui os direitos autorais provenientes da execução pública de músicas, acaba de receber a certificação do IBOPE para sua metodologia de amostragem de rádios AM e FM, que contabiliza a quantidade de execuções musicais dentre as rádios adimplentes com o pagamento do direito autoral, com o intuito de possibilitar a justa remuneração aos artistas que têm suas músicas tocadas nesse meio.

O processo de certificação da amostra e do processo amostral do segmento de rádio foi feito com o IBOPE Inteligência, referência no mercado de pesquisa e especializado em estudos qualitativos e quantitativos nas áreas de opinião pública, política e mercados, entre outras. O IBOPE avaliou e certificou a metodologia aplicada no processo de definição das amostras regionais, seleção das rádios e definição da amostra de 200.000 execuções musicais por trimestre utilizada para pagamento dos direitos autorais das execuções musicais no segmento de rádio.

“O ECAD procurou o IBOPE Inteligência para que fosse avaliada, do ponto de vista estatístico, a metodologia de seleção da amostra do segmento de rádio, visando à obtenção de uma amostra que representasse o universo das músicas tocadas nas rádios brasileiras. O IBOPE constatou que a amostra captada pelo ECAD já era suficientemente robusta, apresentando um percentual de erro bastante baixo, de 0,2 ponto percentual”, explica Mario Sergio Campos, gerente executivo de Distribuição do Ecad.

A certificação do processo amostral, utilizado há anos pelo sistema de gestão coletiva musical brasileiro, passa a contar com o atestado de qualidade do IBOPE, o que comprova que a metodologia praticada pelo ECAD é uma forma justa e correta de retribuição aos artistas que têm suas músicas executadas nas rádios, reforçando o compromisso do ECAD em remunerar, de forma cada vez mais precisa, os titulares de música.

Entenda como funciona o processo amostral de rádio

Considerando a enorme quantidade e diversidade de emissoras de rádio AM e FM pelo Brasil, o ECAD utiliza o critério da amostragem estatística das execuções musicais para distribuir para artistas e músicos os valores arrecadados das rádios adimplentes. Este critério é comumente utilizado nos demais países e só considera as emissoras adimplentes, isto é, as que pagam direitos autorais.

Para realizar a distribuição trimestral do segmento de rádio é utilizada uma amostra de 200.000 execuções provenientes das rádios adimplentes de todo Brasil. As músicas que compõem essa amostra são captadas em gravações realizadas pelas próprias unidades do ECAD através do Ecad.Tec CIA Rádio, sistema próprio que realiza a captação direta da programação e identificação automática das músicas executadas, além de planilhas de programação musical enviadas pelas próprias emissoras de rádio, em especial as do interior.

A amostra é desmembrada considerando as cinco regiões geográficas do Brasil: Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Isto significa que o valor total arrecadado das emissoras de rádio de determinada região é dividido pelo total de obras captadas nas programações das rádios adimplentes desta mesma região. Ao todo, são aproximadamente 3.000 emissoras, das quais 1.000 têm suas grades analisadas a cada trimestre.

 
Hoje Tem a gravação do 2º DVD de Israel e Rodolffo Ao vivo em Goiânia PDF Print E-mail
Tuesday, 16 October 2012 00:00
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IsraelERodolffo
 
Jorgynho China PDF Print E-mail
Monday, 13 August 2012 13:17
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Sambista educado, que chega devagar e quando percebemos já estamos envolvidos com seu carisma, sua voz e ginga.

Sua estrada começou nos anos 80 nas rodas de samba da zona oeste e baixada fluminense do estado do Rio de janeiro. Logo começou a freqüentar também as rodas de samba realizadas no Cacique de Ramos, observando Almir Guineto, Fundo de Quintal, Zeca Pagodinho entre outros, seu talento foi descoberto na Escola de Samba Leão de Nova Iguaçu, pelo compositor Anézio do Cavaco (Partido em 5) e por Paulo Tenente, que na época presidia a escola.

Integrou de 1989 a 1993 o Grupo Pirraça participando dos dois discos de maior sucesso da banda. Força Maior e Eterna Procura,

A partir daí, rodou o mundo fazendo samba-show e atuou nas bandas de Sombrinha, Bezerra da Silva, Jovelina Pérola Negra, entre outros.

Seu lado compositor, hoje com mais de 50 obras, veio interpretado por Grupo Soweto, Luiz Airão, Marquinho Santana, Grupo Raça, Jorginho do Império, etc,sua composição Fera no Cio foi incluída no cd do Grupo Fundo de Quintal.

Em 2007 seu cd NÃO SOU DE CAÔ foi produzido por Bira Havaí, com arranjos e regência de Franklin Gama e Jairo Gualberto. Recentemente fez parte do grupo Samba pra Gente.

Em 2012 se lançando em carreira solo, Jorgynho Chinna lança seu mais novo trabalho

intitulado APRENDIZ, produzido pelo renomado Milton Manhães com arranjos e regência de Ivan Paulo e músicas com composições de Xande de Pilares, Arlindo Cruz entre outros.


 
SBACEM Homenageia Sorocaba PDF Print E-mail
Thursday, 19 April 2012 14:59
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Aniversario Adelino Moreira PDF Print E-mail
Wednesday, 28 March 2012 15:06
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Campo grande está em festa com o aniversário de seu filho ilustre, Adelino Moreira.


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Michel Teló - Ai Se Eu Te Pego PDF Print E-mail
Friday, 04 November 2011 11:36
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