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Teixeirinha - 25 anos de saudade PDF Imprimir E-mail

Compositor, cantor, cineasta...

Sucesso no rádio e no cinema

A edição de novembro do Jornal das Gravadoras homenageia um dos nossos mais importantes artistas, seja na área musical, como também na área cinematográfica: Teixeirinha.

A entrevista exclusiva (via internet), foi feita com sua filha Elizabeth Teixeira, responsável pela Fundação Vitor Mateus Teixeira - Teixeirinha, que resgata a obra do artista e disponibiliza na rede mundial de computadores toda sua trajetória.

Elizabeth, na sua opinião, qual é a Importância das músicas de Teixeirinha para a cultura nacional?

Vou transcrever o texto de uma autoridade em nossa cultura - Dr. Antônio Augusto Fagundes, historiador, folclorista, advogado e apresentador do programa Galpão Crioulo" pela RBS TV há mais de vinte anos, foi amigo e advogado de Teixeirinha (escrito em 2003)

- "Teixeirinha é o nome mais fulgurante do regionalismo gauchesco e da música suburbana das grandes cidades dos Estados e do Brasil.

Passados 25 anos de sua morte permanece campeão de vendas de discos já com aura de mito. E não apenas entre os gaúchos , mas em todo o Brasil com uma dimensão continental.

Os cursos de pós-graduação e doutoramento com suas dissertações e teses acadêmicas vêm se ocupando do fenômeno. Cientistas sociais ilustres como Rubem George Oliven, Sergio Alves Teixeira e Maria Eunice Maciel já se ocuparam do fenômeno.

Afinal, Vitor Mateus Teixeira, o Teixeirinha, estrelou 12 filmes de longa metragem (e produziu quase todos, totalizando 10 edições) gravou mais de mil canções de sua autoria em incontável número de discos, LPs e CDs.

Qual a imanência, qual o carisma, qual a magia daquele guri pequeno e pobre, que se alfabetizou já na adolescência, mas privilegiado pela facúndia de trovador, pela incrível capacidade de improvisar e por uma voz cristalina de sino? A resposta sem dúvida conduz à sua imediata identificação com o povo, com o seu povo, com a gente de sua terra, percebida como capaz de enfrentar os maiores problemas e passar vitorioso por todos os obstáculos. Teixeirinha assim era uma esperança para os desfavorecidos da sorte, uma bandeira, um exemplo, uma legenda. Ninguém foi guri mais pobre do que ele, nem sofreu mais, a partir da própria orfandade. Homem feito, ninguém foi mais aplaudido do que ele, ninguém vendeu mais discos, ninguém foi tão amado.

Teixeirinha vive. Está mais vivo do que nunca e não morrerá jamais. Ele é a voz dos simples, o sonho dos humildes, a magia dos contos de fadas das borralheiras do subúrbio. Mas é tambémo canto forte e másculo dos vencedores, o grito do 'quero' - quero, o vôo majestoso da águia moura com as asas abertas como se abençoasse o campo gaúcho."

E, mais que tudo, dá aos artistas jovens a oportunidade de conhecer sua obra e de recriar com roupagem nova as suas canções eternas.

Como era a ligação de seu pai com seu tempo?

Pode-se afirmar que Teixeirinha foi um homem à frente de seu tempo, e o repertório de Teixeirinha, por si só, responde a esta questão. Nas centenas de músicas gravadas de sua autoria, em muitas encontramos o posicionamento político, crítico, e de consciência com a preservação da natureza. Nas canções abaixo, já no final da década de 70, demonstra isso nos seguintes versos (a título de ilustração):

Vinte e quatro de agosto

Vinte e quatro de agosto / a terra estremeceu / o rádio anunciava / o fato que aconteceu / as nuvens cobriam o céu / o povo em geral sofreu / o brasil cobriu de luto / getúlio vargas morreu

Vocês ainda se recordam / daquela grande eleição / ele não queria mais / ser e o chefe da nação / mas o brasil lhe chamava / vem cumprir sua missão / foi por vontade do povo / e a morte fez a traição / O Brasil foi abalado / foi triste no mundo inteiro / todo mundo lamentava / o destino traiçoeiro / por ter vindo nos roubar / o maior dos brasileiros / getúlio deixou saudades / foi bom e hospitaleiro / Seu nome ficou na história / prá nossa recordação / seu sorriso era a vitória / da nossa imensa nação / com saúde ele venceu / guerra e revolução / depois foi morrer à bala / pelas suas próprias mãos

Veneno na terra

"Veio o progresso a destruiu as matas / e os passarinhos já foram embora / os que não foram o veneno matou / ai que tristeza Rio Grande de outrora / Sei que o progresso é muito importante / mas muita coisa ele também destrói / a natureza silvestre e saudável / já não tem mais e o coração me dói / Não vejo as águas dos rios e riachos / tão cristalinas como antigamente / onde as espécies matavam a sede / e a natureza sorria prá gente / veneno brabo do progresso louco / poluiu tudo desgraçadamente / É muito lindo ver soja plantada / ver os trigais os arrozais também mas é na base do puro veneno / venham e me digam que graça isto tem Ganância triste querem plantar tudo / porque não plantam só a metade / reserve as matas a mãe natureza / que dá saúde para a humanidade/ Como é que antes plantavam e colhiam / sem o veneno e não havia fome / porque um inseto combatia o outro / e não morria envenenado o homem / mas gananciosos derrubaram as matas e é só veneno que o povo come ...

Ao mesmo tempo, administrava sua carreira de poeta, cantor, cineasta, radialista e empresário com a ajuda de não mais de meia-dúzia de pessoas (fiéis), sem dispor de qualquer dos recursos que se tem hoje, com a pluralidade de mídia e, especialmente a ferramenta da internet, aonde a obra do artista chega antes do mesmo. Viajou o Brasil de ponta a ponta; excursionou pelo exterior América Latina, EUA e Canadá, gravou mais de 70 discos (78RPM; LP e compactos); produziu, com recursos próprios, 10 longas-metragens, tudo isso simultaneamente, em 27 anos de carreira.

Quais foram as músicas que mais marcaram a carreira de seu pai?

Coração de Luto (primeiro disco de ouro e Troféu Chico Viola - década de 60 - mais de 25 milhões de cópias); Gaúcho de Passo Fundo; Volte Papai; Tordilho Negro; Velho Casarão; Tropeiro Velho; Quem é você, agora (último disco de ouro); Querência Amada (projeto de lei para se tornar oficialmente hino popular no RS, mais votada na opinião dos gaúchos, pelos veículos de comunicação da RBS -, nos últimos 10 anos a música mais solicitada para regra-vação, inclusive regrava-da por Theodoro e Sampaio em 2006, o que vale a pena transcrever na matéria:

Querência Amada

Quem quiser saber quem sou / Olha para o céu azul / E grita junto comigo / Viva o rio grande do sul / O lenço me identifica / Qual a minha procedência / Na província de São Pedro / Padroeiro da Querência / Oh! Meu rio grande / De encantos mil / Disposto a tudo / Pelo Brasil / Querência amada dos Parrerais / Da uva vem o vinho / Do povo vem o carinho / Bondade nunca é demais / Berço de flores da cunha /E de Borges de Medeiros / Terra de Getúlio Vargas / Presidente brasileiro / Eu sou da mesma vertente / Que deus saúde me mande / Que eu possa ver muitos anos / O céu azul do rio grande Te quero tanto / Torrão gaúcho / Morrer por ti / Me dou ao luxo / Querência amada / Planície e serra / Dos braços que me puxa / Da linda mulher gaúcha / Beleza da minha terra/Meu coração é pequeno / Porque deus me fez assim / O rio grande é bem maior / Mas cabe dentro de mim / Sou da geração mais nova/Poeta bem macho e guapo / Nas minhas veias escorre / O sangue herói de farrapo

Deus é gaúcho / De espora e mango / Foi maragato ou foi chimango / Querência amada / Meu céu de anil / Este rio grande gigante / Mais uma estrela brilhante / Na bandeira do brasil.

Como era o relacionamento de Teixeirinha com sua família?

Foi um pai amoroso e amigo; sabia contrabalançar as ausências em nome da carreira; deu aos filhos tudo que não teve quando criança e adolescente; pediu pouco, quase nada: apenas que estudássemos e fôssemos pessoas honradas. Foi casado com Zoraida Lima Teixeira com quem viveu 28 anos, até a morte. Minha relação com ele foi excelente, posso resumir afirmando que, quando ele faleceu perdi meu alicerce, mas os conselhos ficaram como uma voz etérea me indicando onde pisar. Conhecer e aprender a valorizar seus fãs, justifica minha vida voltada totalmente para a preservação e divulgação de sua obra, penso que assim, de alguma forma estou retribuindo o amor dele que era ímpar. De tantas coisas que me marcaram me lembro dos natais nos quais ele nunca faltou; das vezes que o ouvia chegar de viagem, de madrugada - eu saia da cama e corria para abrir a porta para que ele não tivesse que perder tempo procurando as chaves. Quando terminei a faculdade de Direito e fui fazer preparação à carreira da magistratura me lembro dos olhos dele marejados de orgulho me apoiando e incentivando. Ele conhecia cada filho só pela forma que pisavam, se estavam alegres, tristes ou preocupados. Afinal, ele era um poeta e esses se sobrepõem às coisas dos cinco sentidos, suas almas se fundem com aqueles que amam. Imagine um pai assim, simplesmente foi tudo!

Quando e como surgiu a Fundação? Como é administrar uma Fundação?

A Fundação Vitor Mateus Teixeira - Teixeirinha, foi instituída em novembro de 1999, tendo como instituidores: a viúva Zoraida Lima Teixeira e 6 filhos, dos 9 que teve. Possui um conselho curador com 9 membros - 6 são os instituidores e 3 convidados; conselho fiscal com 6 membros sem vínculo familiar e uma Diretoria-executiva formada pela diretora-executiva que é auxiliada por parceiros voluntários. Tem como missão "promover ações culturais e sociais preservando a memória e obra de Teixeirinha"; como visão "ser uma oportunidade para desenvolver talentos" e Valores "ética - transparência e honestidade - ; Respeito - às pessoas, à história, aos parceiros , às emoções e aos sonhos - ; Preservação da história; Perseverança; Desenvolver Talentos e Cultura.

A Fundação está localizada em sede cedida pela instituidora Zoraida Teixeira, sendo mantida de aportes doados pelas empresas detentoras dos direitos autorais de Teixeirinha, quais sejam: Teixeirinha Produções e Editora Internacional Teixeirinha. Desde a sua instituição é local de contato com os fãs e a imprensa. Nessa trajetória já fez vários projetos sociais e culturais, na sua maioria a convite de órgãos públicos que apóiam a instituição, cedendo importantes áreas físicas para exposições e shows, além de se fazer presente em eventos sociais como: Natal e Dia das Crianças em localidades carentes. Realizamos palestras em Escolas Públicas e Privadas, e, executamos em 2007 nosso maior projeto: "Teixeirinha, Memória Nacional", incentivado pela Lei de Incentivo à Cultura do RS e aprovado também pela Lei Rouanet, onde se percorreu 6 cidades gaúchas levando uma exposição fotográfica da vida e obra de Teixeirinha num espaço com mais de 400m2, contendo projeção dos 5 longas da Teixeirinha Produções; oficinas de trova e dança em parceria com o Movimento Tradicionalista Gaúcho - MTG - , ocasião em que se lançou o primeiro livro biográfico do artista e, show com Teixeirinha Filho e Teixeirinha Neto, mais os convidados especiais: Neto e Ernesto Fagundes, ícones da música nativista gaúcha. É intenção continuar levando este projeto para todo o Brasil e além fronteiras, pois o foco é levar a Fundação ao fã de Teixeirinha e não esperar que ele possa vir até a sua sede natal.

Outro grande projeto será lançado ainda em 2010, registrando os 25 anos de falecimento do artista, onde a Fundação fará um CD/DVD com intérpretes da MPB, com seleção de músicas inti-mistas e românticas de Teixeirinha; entre outros para execução em 2011/2012. (Antonio Braga)

BIOGRAFIA DE TEIXEIRINHA

Vitor Mateus Teixeira, nasceu em 03 de março de 1927, na cidade de Rolante, no Município de Mascaradas, Rio Grande do Sul. Pai: Saturnino Teixeira; Mãe: Ledurina Mateus Teixeira. Teve um irmão e duas irmãs. Com seis anos perdeu o pai e aos nove a mãe, indo morar com parentes. Como estes não tinham condições de sustentá-lo, saiu de sua terra ainda menino seguindo sua caminhada pelo mundo.

Aprendeu a ler, nos poucos meses que freqüentou a escola, fez sua morada nas muitas cidades por onde passou (Taquara, Santa Cruz, Soledade, Passo Fundo, Porto Alegre...), para sobreviver trabalhou em granjas. Seu primeiro emprego foi em Porto Alegre, na pensão de Dona Aide carregando malas; depois foi vendedor de doces (ambulante), entregador de viandas, vendedor de jornais, enfim fazia qualquer atividade para poder sobreviver.

Aos dezoito anos se alistou no exército, mas não chegou a servir. Nesta ocasião foi trabalhar no DAER (Departamento Estadual de Estradas e Rodagem) como operador de máquinas, onde ficou por seis anos. Dali saiu para tentar a carreira artística cantando nas rádios do interior e em cidades como: Lajeado, Estrela, Rio Pardo, Santa Cruz.

Com o coração voltado para a música, nas horas vagas já era solicitado para animar festas, iniciando assim sua carreira com shows. Sem estudar canto nem música (a voz era dom natural) possuía capacidade de improvisação e repentismo. A beleza simples de suas letras e a melodia comunicativa de suas músicas são frutos de inspiração espontânea gerados por sua vivência, seu amor à vida e aos seus semelhantes.

Depois de andar de 'pago em pago', conheceu sua esposa, Zoraida, na cidade de Santa Cruz do Sul. Casaram-se em 1958 e foram morar em Soledade, em seguida mudaram-se para Passo Fundo (que considerava sua terra natal por ter saído desta para a fama nacional) tendo como trabalho um 'Tiro ao Alvo' que era cuidado pelos dois. À noite, Teixeirinha se apresentava na Rádio Municipal de Passo Fundo. De lá saiu em 1959 viajando de trem rumo à grande capital paulista gravando seu primeiro disco, um compacto de 78 rotações com duas músicas: Briga no Batizado e Xote Soledade.

Segundo depoimento de uns dos membros da Gravadora Chantecler, Dr. Biaggio Brás Baccarin, o sucesso assim aconteceu:

"A sigla PTJ 78 RPM abrigava três nomes: Palmeira, Teddy e Jairo, então diretores da Chantecler e fundadores do selo sertanejo. Como se constata, "Coração de Luto ocupou o lado B do quarto disco gravado por Teixeirinha, o qual foi lançado sem qualquer preocupação de sucesso, no entanto, aconteceu espontaneamente após seis meses de seu lançamento. As primeiras reações vieram de Sorocaba/SP e em pouco tempo já era sucesso nas demais cidades da região. Foi nessa ocasião que a Gravadora Chantecler resolveu trazer o cantor para São Paulo a fim de trabalhar o disco, com início num show na cidade de Sorocaba/SP e posteriormente nas demais cidades no Estado de São Paulo até o triângulo mineiro.

O sucesso aconteceu em todo o Brasil, com venda superior a um milhão de cópias no ano de 1961. Um acontecimento inédito na música popular brasileira. Para se ter idéia deste fato, o disco Coração de Luto chegou a ser vendido no cambio negro em Belém do Pará havendo fila para comprá-lo. A gravadora não tinha condições de atender aos pedidos e era obrigada a distribuir cotas para cada loja. O fato de Belém do Pará foi registrado pelo saudoso Edigar Pina, então agente da Chantecler naquela época."

Teixeirinha voltou a Passo Fundo vendeu o 'Tiro ao Alvo' e se mudou para Porto Alegre. Foi chamado novamente pela Chantecler desta vez para morar na capital paulista e continuar a divulgação do sucesso de Coração de Luto, no entanto, recusou domiciliar-se em São Paulo fixando domicilio em Porto Alegre.

Com o que ganhou na excursão em São Paulo comprou uma casa no bairro da Glória, onde viveu toda a sua vida e uma Kombi para viajar por todo o Brasil. Então, definitivamente Teixeirinha assumiu a carreira artística, passando a trabalhar em circos, parques, teatros, cinemas e demais casas de espetáculos. Como o próprio cantor relatou em uma de suas últimas entrevistas à imprensa: "... onde o povo me pediu para estar eu fui ..." ( RBS/TV - julho/1985 ).

Teixeirinha começou a viajar por todo o Brasil como o "Gaúcho Coração do Rio Grande". Em 1963 ganhou o troféu "Chico Viola" outorgado pela TV Record de São Paulo, no programa Astros do Disco, um programa de gala da televisão brasileira que tinha por objetivo premiar os melhores do disco de cada ano, e Teixeirinha ganhou por ter sido o cantor campeão de vendagem por dois anos consecutivos1962/63.

Internacionalmente, em Portugal ganhou o Troféu "Elefante de Ouro" pela expressiva vendagem de discos. Recebeu em mãos da Gravadora Chantecler quatro discos de ouro. A música Coração de Luto, até hoje já vendeu mais de vinte milhões de cópias, a única no mundo mais vendida, batendo o recorde de cantores como Michael Jackson e Júlio Iglesias, cantores contemporâneos de grande vendagem de discos, mas não de única música, como no caso de Coração de Luto que continua na cotação de música mais vendida.

Em 1964, Teixeirinha escreveu a história do filme Coração de Luto, produzido pela produtora Leopoldis Som, em 1966, recorde de bilheteria. Em 1969 encenou o filme Motorista Sem Limites, juntamente com Valter D'Ávila, produzido por Itacir Rossi.

Em 1970, Teixeirinha criou sua própria produtora, "Teixeirinha Produções Artísticas Ltda", pela qual, escreveu, produziu e distribuiu 10 filmes, quais sejam: Ela Tornou-se Freira (1970), Teixeirinha Sete Provas (1973), Pobre João (1975), Na Trilha da Justiça (1977), O Gaúcho de Passo Fundo (1978), Meu Pobre Coração de Luto (1978), Tropeiro Velho (1979) e A Filha de Iemanjá (1981).

Durante vinte anos apresentou programas de rádio, diariamente, em três edições diárias: Teixeirinha Amanhece Cantando (manhã); Teixeirinha Comanda o Espetáculo (noite) e Teixeirinha Canta para o Brasil (domingos pela manhã), em diversas rádios da capital, com transmissão para o interior e outros estados brasileiros.

Foi cidadão emérito de vários municípios como: Passo Fundo, Santo Antônio da Patrulha, Rolante, Soledade, etc. Em 1973 foi contratado para fazer quinze apresentações nos Estados Unidos da América e, em 1975 para o Canadá, onde se apresentou em dezoito espetáculos. Também fez shows na maioria dos países da América do Sul.

Teve nove filhos: Sirlei, Líria, Victor Mateus Teixeira Filho, Nancy, Elizabeth, Fátima, Márcia Bernadeth, Alexandre e Liane.

Durante vinte e dois anos, Mary Terezinha lhe acompanhou com o acordeom em shows, rádio e cinema. Gravou 49 LP´s inéditos, somando mais de 70 fonogramas, incluindo regravações. Atualmente todo acervo fonográfico está sendo reeditado em disco laser. Assim, gravou mais de 700 músicas de sua autoria e deixando um acervo superior a 1200 composições.

Teixeirinha faleceu no dia 04 de dezembro de 1985 e está sepultado no Cemitério da Santa Casa, quadra n. 4, na capital gaúcha.

Recebeu inúmeras homenagens "in memorium" entre elas: seu nome em ruas da capital gaúcha, interior do Estado e fora do Rio Grande do Sul. Em 1999 recebeu o prêmio "20 Gaúchos que Marcaram o Século XX" e, em 2000 o troféu Guri pela RBS rádios, dentre tantas homenagens póstumas.

Teixeirinha como todo ídolo não morre. Seus sucessos como Coração de Luto; Gaúcho de Passo Fundo; Tordilho Negro; O Colono; Gaúcho Amigo e Querência Amada, o fazem permanecer entre os gaúchos de nascença e coração.

Fonte: jgmews

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